O texto que inaugura este blog não é dos mais felizes. Trata-se de frustrações acadêmicas, frustrações reforçadas pelo fim inesperado de uma pesquisa de um ano: o PIBIC.
Ao fim da pesquisa o aluno deveria apresentar seu trabalho no CONIC, evento que ocorreu entre 3 e 5 de novembro de 2008 nas dependências do CTG na UFPE. Tive a sorte e o privilégio de apresentar meu trabalho diante de colegas de filosofia, de alguns professores e de mais alguns alunos do curso de geografia. A sorte, no entanto, não se entendeu à escolha daqueles que me avaliaram, bem como aos meus colegas, pois estes, selecionados aleatoriamente, eram de outras áreas. Uma seleção infeliz desde que lança ao azar a oportunidade de finalizar a pesquisa, elimina qualquer didática possível e nos relega a um silêncio intragável sobre aquilo que foi, efetivamente, o objeto de nossa pesquisa. Quando critico o fato de que os avaliadores pertenciam a outras áreas, não me posiciono contra uma interdisciplinaridade; ao contrário, a estrutura do encontro parece justamente se direcionar contra ela, pois que parte de uma ingenuidade inacreditável para um evento de iniciação à pesquisa patrocinado pelo CNPq. Não basta misturar trabalhos e esperar que por algum milagre as pessoas comprometidas possam conversar e se envolver num debate construtivo. É preciso, antes, haver um tronco em comum ou um consenso entre as bases sob o risco de quando houver qualquer discussão – se houver – se explore argumentos semelhantes ao de gosto, ou seja, não se discute. Esse é também o motivo pelo qual o tempo permitido é impraticável didaticamente: ao explicar os fundamentos, fugimos dos objetivos da pesquisa a qual se acredita seja um desenvolvimento de uma temática específica a partir deles. Sejamos coerentes: a iniciação à pesquisa científica não possui como meta reinventar fundamentos, mas trabalhar com eles. De um modo geral, ao ter de lidar com essas dificuldades os alunos são coagidos a contradizer aquilo sob o que se erige um programa desse tipo, a ir à contramão de seu compromisso, posto que tudo parece se encaminhar para que outra coisa que não os resultados da pesquisa sejam apresentados. É evidente, entretanto, que a apresentação do CONIC não muda a experiência adquirida em um ano e nem deve influenciar o esforço a ser desprendido, mas o momento da apresentação das contribuições não pode ser encarado como mero cumprimento de formalidades. Por fim, tais comentários surgem de uma frustração pessoal e que embora haja sido fomentada pelo mal-estar geral daqueles que como eu concluíram suas pesquisas, está sujeita á claudicação de, a rigor, não responder por todos os participantes deste evento.
Ao fim da pesquisa o aluno deveria apresentar seu trabalho no CONIC, evento que ocorreu entre 3 e 5 de novembro de 2008 nas dependências do CTG na UFPE. Tive a sorte e o privilégio de apresentar meu trabalho diante de colegas de filosofia, de alguns professores e de mais alguns alunos do curso de geografia. A sorte, no entanto, não se entendeu à escolha daqueles que me avaliaram, bem como aos meus colegas, pois estes, selecionados aleatoriamente, eram de outras áreas. Uma seleção infeliz desde que lança ao azar a oportunidade de finalizar a pesquisa, elimina qualquer didática possível e nos relega a um silêncio intragável sobre aquilo que foi, efetivamente, o objeto de nossa pesquisa. Quando critico o fato de que os avaliadores pertenciam a outras áreas, não me posiciono contra uma interdisciplinaridade; ao contrário, a estrutura do encontro parece justamente se direcionar contra ela, pois que parte de uma ingenuidade inacreditável para um evento de iniciação à pesquisa patrocinado pelo CNPq. Não basta misturar trabalhos e esperar que por algum milagre as pessoas comprometidas possam conversar e se envolver num debate construtivo. É preciso, antes, haver um tronco em comum ou um consenso entre as bases sob o risco de quando houver qualquer discussão – se houver – se explore argumentos semelhantes ao de gosto, ou seja, não se discute. Esse é também o motivo pelo qual o tempo permitido é impraticável didaticamente: ao explicar os fundamentos, fugimos dos objetivos da pesquisa a qual se acredita seja um desenvolvimento de uma temática específica a partir deles. Sejamos coerentes: a iniciação à pesquisa científica não possui como meta reinventar fundamentos, mas trabalhar com eles. De um modo geral, ao ter de lidar com essas dificuldades os alunos são coagidos a contradizer aquilo sob o que se erige um programa desse tipo, a ir à contramão de seu compromisso, posto que tudo parece se encaminhar para que outra coisa que não os resultados da pesquisa sejam apresentados. É evidente, entretanto, que a apresentação do CONIC não muda a experiência adquirida em um ano e nem deve influenciar o esforço a ser desprendido, mas o momento da apresentação das contribuições não pode ser encarado como mero cumprimento de formalidades. Por fim, tais comentários surgem de uma frustração pessoal e que embora haja sido fomentada pelo mal-estar geral daqueles que como eu concluíram suas pesquisas, está sujeita á claudicação de, a rigor, não responder por todos os participantes deste evento.
